Projeto agroecológico ensina alunos a cultivarem plantas saudáveis sem agrotóxicos

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Oferecer saúde para a população através da produção de alimentos sem uso de agrotóxicos e com a preparação do solo biologicamente correto. Esse é o principal objetivo de um projeto de cultivo desenvolvido em uma área no distrito do Coração, na Zona Oeste de Macapá, que vem ganhando braços nas escolas estaduais, municipais e em unidades de conservação do Amapá.

O terreno na zona rural funciona como uma espécie de laboratório e jardim a céu aberto. A iniciativa é do engenheiro agrônomo Paulo Nunes, que junto com outros agricultores familiares cultivam plantas ornamentais, medicinais, hortaliças, de paisagismo, jardinagem e ainda criam abelhas sem ferrão, para ensinar aos alunos que esses insetos são essenciais na polinização das florestas. O lugar ganhou o nome de “Espaço Agroecológico”.

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“Ensinamos que essas abelhas fazem a polinização das florestas. A gente faz a nossa parte, trabalhando uma agricultura ecologicamente correta. Fazemos uso somente dos elementos biológicos, como os microrganismos, que quando preparados ao adubo disponibilizam nitrogênio, oxigênio, fósforo e o potássio, os macronutrientes que as plantas precisam para se alimentar”, explicou Nunes.

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O lugar possui diversos canteiros delimitados por cores e organizados com pneus e garrafas pets. Mais uma forma de contribuir com o meio ambiente, conscientizando sobre a reutilização de materiais e impedindo que sejam descartados na natureza. O agrônomo conta que os trabalhos nas escolas e unidades de conservação envolvem a todos.

“Levamos doze ações para os espaços onde executamos os trabalhos, sendo a primeira uma palestra e as demais são práticas. Envolvemos todos na coleta das garrafas pets, dos pneus, dos resíduos sólidos que a gente pode aproveitar no adubo orgânico. É um trabalho total de educação ambiental”, acrescentou.

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Segundo Nunes, o projeto agroecologia nas escolas está em fase de implantação em 13 escolas dos 16 municípios amapaenses e a ideia é que se expanda ainda mais. A proposta é incentivar a produção de plantas cada vez mais saudáveis.

Nas unidades de conservação, que são geralmente áreas alagadas, as chamadas ressacas, os moradores são também incentivados a não jogar no ambiente materiais como garrafas e outros, que levam centenas e até milhares de anos para se decompor. Ao invés de ajudar a destruir o meio em que vivem, eles são orientados a preservar e a cultivar.

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Fonte: G1 AP — Macapá | Por Rita Torrinha

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